Maturidade em tecnologia da informação no Judiciário alcança média histórica com 90,3 pontos
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pulga, nesta segunda-feira (31/8), os resultados do Índice de Governança, Gestão e Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário (iGovTIC-JUD) 2026.
No total, foram avaliadas 94 instituições entre tribunais e conselhos, apresentando a média geral de 90,31 pontos (3,97 a mais que no ano passado). O resultado revela que 68,1% dos órgãos alcançaram o estágio de excelência, e 28,7% alcançaram o nível aprimorado. O levantamento avalia o grau de maturidade apresentado pelos órgãos em TIC tendo em conta três parâmetros: governança, gestão e infraestrutura de tecnologia da informação.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) apresentou novamente o maior nível de maturidade tecnológica ao obter 99,66 pontos. O segundo órgão com o melhor desempenho foi o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), com 99,44 pontos, sucedido pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), com 98,31. Ainda em Rondônia, a quarta posição foi conquistada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO), com 98,05 pontos. Fechando os cinco melhores, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) alcançou 98,03.
O painel com os índices completos pode ser acessado aqui
A Justiça do Trabalho obteve, mais uma vez, a maior média entre os segmentos e os conselhos avaliados, com a média de 93,20 pontos. Em seguida, aparece a Justiça Estadual, com 92,86, e a Justiça Superior, com 90,80. A Justiça Eleitoral registrou média de 90,61, enquanto os tribunais militares ficaram com 82,55. Os Conselhos apresentaram desempenho semelhante, com 81,20 pontos. Já a Justiça Federal teve a menor média entre os segmentos, com 73,97 pontos.
O chefe da Seção de Gestão Estratégica de Tecnologia da Informação e Comunicação do CNJ, Igor Guimarães Pedreira, ressalta os avanços obtidos. “Os resultados de 2026 demonstram o amadurecimento da governança, da gestão e da infraestrutura de TIC no Poder Judiciário. Alcançamos a média histórica de 90,31 pontos, com mais de 96% dos órgãos classificados nos níveis aprimorado ou de excelência, o que evidencia a contribuição do iGovTIC-JUD para orientar investimentos e estimular a evolução contínua das capacidades tecnológicas dos tribunais e conselhos”, destaca.
Integra
Neste ano, a avaliação foi realizada exclusivamente por meio do Serviço de Monitoramento de Atos do CNJ (Integra). A utilização da plataforma possibilitou maior estruturação no envio e na análise das evidências, além de conferir mais rigor, rastreabilidade e transparência ao processo avaliativo.
O iGovTIC-JUD serve como ferramenta essencial para que os órgãos avaliem suas capacidades tecnológicas, identifiquem pontos fortes e fragilidades, e planejem estrategicamente investimentos e melhorias.
Este é o último ciclo do iGovTIC-JUD sob a metodologia da Res. CNJ n. 370/2021, que institui a Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (ENTIC-JUD). O resultado pulgado agora fecha um ciclo de seis anos de aplicação da mesma estratégia normativa. “Encerramos um ciclo iniciado com a Estratégia Nacional de TIC 2021–2026, com resultados que oferecem subsídios importantes para a construção do próximo período. O novo ciclo deverá preservar os avanços alcançados e responder a desafios emergentes, como inteligência artificial, segurança cibernética, resiliência digital e geração de valor para a sociedade”, avalia o chefe da Seção.
O ciclo 2027-2032 ainda está em elaboração e será pulgado em breve.
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