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Fórum de Auditoria do Judiciário encerra edição de 2026 com avaliação positiva

A aplicação do modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM) para o setor público e o fortalecimento do Comitê de Governança do Sistema de Auditoria Interna do Poder Judiciário (Siaud-JUD) são marcos visíveis do amadurecimento profissional e institucional das auditorias internas do Poder Judiciário. Essa evolução foi destacada no encerramento da 5ª edição do Fórum Permanente de Auditoria do Poder Judiciário, nesta quarta-feira (29/7), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.   “A ideia que deve permear nossa atividade é construir diagnósticos seguros para orientar, prevenir e agregar valor real às entregas do Poder Judiciário para o cidadão brasileiro”, pontuou o secretário da Auditoria Interna do CNJ, Felipe Berkenbrock Goulart.  Ao lado do secretário federal de Controle Interno da Controladoria Geral da União (CGU), Ronald da Silva Balbe, ele encerrou o evento que durante três dias reuniu auditores internos do Poder Judiciário de todo o país. Aos participantes, Felipe Goulart reforçou o compromisso institucional com a maturidade e o avanço na atividade de auditoria interna e de valores que reflitam transparência, integridade e excelência na gestão pública.  o secretário da Auditoria Interna do CNJ, Felipe Berkenbrock Goulart, e o secretário federal de Controle Interno da CGU, Ronald da Silva Balbe, no Fórum Permanente de Auditoria do Poder Judiciário – Edição 2026. Foto: Luiz Silveira/CNJ Neste sentido, anunciou que ainda no segundo semestre deste ano serão lançados os primeiros cursos que irão compor a trilha de capacitação para os integrantes das unidades de auditoria interna, no site da Escola Nacional do Judiciário (Enaju). “A intenção é apoiar o aprimoramento contínuo dos auditores do Poder Judiciário, promovendo o alinhamento às Resoluções CNJ 308 e 309/20 e ao referencial internacional de auditoria do Instituto de auditores”, reforçou.  Aprimora-Jud  Ao longo da manhã, o secretário ainda apresentou os resultados do projeto-piloto Rede Aprimora-Jud. A iniciativa realizada no primeiro semestre deste ano contou com a participação de 15 tribunais e foi desenvolvida a partir da constatação de que cerca de metade das auditorias internas do Poder Judiciário não possuíam um programa de qualidade. “Os que já possuíam tinham nível de maturidade inicial e sem padronização de um modelo, por isso surgiu a rede, em que uns auditores avaliam outros”, resumiu Felipe.  O projeto-piloto foi liderado pela coordenadora de gestão do sistema de Auditoria do Poder Judiciário, Amanda Cortês. “Percebemos que os participantes tiraram muito proveito, tanto que recomendam a participação de todas as auditorias desse processo de validação”, reforçou. Ela disse também que a iniciativa contribuiu para o CNJ entender como fazer funcionar esse projeto na prática com a instituição formal da rede. As informações sobre a Rede Aprimora-Jud podem ser acessadas na página da Auditoria do CNJ.   A partir dos resultados do projeto-piloto, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) alcançou o nível 2 de maturidade em Auditoria. “Percebemos a consolidação de uma cultura institucional consolidada em nosso tribunal”, assegurou a presidente da Corte, desembargadora Lídia Maejima. Essa é a terceira unidade de Justiça do país a receber a certificação, já conquistada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), informou o secretário Felipe.  Premiação  Durante o evento, os vencedores do Prêmio Auditoria Geração de Valor – Edição 2026 foram homenageados. A seleção ocorreu durante o evento, com votação dos participantes, após apresentação das iniciativas. Além, do secretário Felipe e da assessora Amanda, os certificados foram entregues pela chefe da Secretaria de Auditoria, Giovana Gamba.  No primeiro eixo, Inovação Tecnológica e Ferramentas Digitais, foram premiados: o Sistema Thompson, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN); o Sistema de Gestão de Auditoria, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Sistema de Autoavaliação e IA-CM, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).    Outros três projetos foram selecionados no Eixo Geração de Valor para a Administração. São eles: Ferramenta de Gestão e Fiscalização de Contratos de Terceirização, do Tribunal Regional do Trabalho 5ª Região (TRT-5); Consultoria de Implementação de Gestão de Riscos, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e Auditoria como Elo Estratégico, do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO)   Por fim, o terceiro eixo contemplou iniciativas em eficiência e desburocratização de processos. Os ganhadores foram o Portal de Ferramentas de Apoio às Auditorias do Conselho de Justiça Federal; Auditoria e Gestão, Caminhos de Diálogo e Entrega de Valor, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e Auditoria Contínua para Certificação de Contas, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS).  Texto: Margareth Lourenço  Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias  Número de visualizações: 5
29/07/2026 (00:00)

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